Comissão de Diretrizes e Novas Tecnologias

A Criação da comissão de Diretrizes e Novas Tecnologias pela SBN

Uma das características da Medicina que perdurará provavelmente para sempre é a necessidade de revisão de seus conceitos, métodos e resultados. Só assim será possível revelar o melhor tipo de tratamento para as mais variadas doenças.

Com a industrialização da medicina e as inegáveis mudanças no pagamento de honorários médicos, a percepção da não sustentação do sistema de Saúde tem sido progressivamente relatada.

Como forma de contornar os conflitos, várias entidades apareceram como norteadoras da prática médica, legítima ou ilegitimamente. As diretrizes brotam como os novos balizadores dessa boa prática. O termo protocolo foi substituído pela análise mais sistematizada e metodologicamente adequada da literatura do que as que vinham sendo feitas há duas décadas, envolvendo ferramentas de busca, seleção, avaliações metodológicas e ponderação dos efeitos dos tratamentos. Mesmo o aprimoramento na avaliação, entretanto, tem sido usado com enorme quantidade de conflitos de interesses por diferentes partes do sistema de Saúde, tais quais: o governo, as seguradoras e as associações de especialidade.


Mesmo entre as associações de especialidade tem havido discrepâncias nas avaliações dos resultados apresentados.

Algumas especialidades têm criado formas próprias de avaliação, confrontando a metodologia das clássicas escolas de Medicina baseadas em evidências.

Na maioria dos países ocidentais, as sociedades de especialidades têm sido as responsáveis pelas recomendações em saúde. As recomendações sobre a profilaxia do câncer de mama, por exemplo, e seus exames de prevenção, assim como as recomendações no câncer de próstata, têm sido propostas pelas sociedades afins. As únicas diferenças estão concentradas nas peculiaridades relacionadas à realidade de cada nação.

 

Em nosso país, espera-se que a Sociedade Brasileira de Neurocirurgia faça (e fará) o seu papel nesse quesito. Para alcançar um resultado bem-sucedido, delega-se também o trabalho aos departamentos nas diferentes áreas do conhecimento. A adequação à prática determina que as diretrizes tenham base clínica e, assim, sejam feitas por médicos envolvidos na problemática. Os conflitos de interesse inerentes nas diretrizes das operadoras de saúde e a alta contenção de gastos têm refletido na baixa qualidade das diretrizes produzidas por essas fontes.

Para qualificar ainda mais o seu trabalho e possibilitar que seus componentes atuem nesse processo, a SBN criou a Direção de Diretrizes. A metodologia empregada tem sido fornecida pela Associação Médica Brasileira, através do projeto Diretrizes, sob a égide da Agência Nacional de Saúde Suplementar e do Conselho Federal de Medicina.

Os departamentos devem tomar a dianteira da formulação do conteúdo para orientação da prática de todos. Isso, porém, não impede que os neurocirurgiões sintam-se convidados a participar desse processo, tanto na capacitação como na produção e na validação das recomendações.

O método deve ser suficiente para criar orientações baseadas em problemas clinicamente relevantes, com métodos de pesquisa claros, transparentes e reprodutíveis. O resultado bem-sucedido deve servir não só aos interesses da própria corporação, mas sim de toda a sociedade.


Dr. Ricardo Vieira Botelho

 
 
 

Diretrizes da SBN e AMB

Membros da Comissão

 

Dr. Carlos Gilberto Carlotti Júnior

Coordenador 
Membro – Diretoria

Dr. Asdrubal Falavigna

Secretário
Membro – Diretoria

Dr. Guilherme Brasileiro de Aguiar

Membro – AGO

Dr. Marcelo Antonio Duva Borgheresi

Membro – CD

Dr. Robson Luis Oliveira de Amorim

Membro – AGO

Dr. Walter José Fagundes Pereyra

Membro – CD

Oficina de Diretrizes da SBN